•  08 nov 2015  •

Animais de estimação e a chegada do bebê

Oi mamães! O post de hoje é para você, que tem um filho de quatro patas e está gravidinha! Vou contar como foi aqui em casa com minha filha Ariel, seus ciúmes e seu stress!

Eu acredito que ninguém nos conhece tão bem quanto nossos cachorros. E comigo não foi diferente. Notei que a Ariel, minha Shih-tzu já havia percebido que algo estava acontecendo.  Ariel chegou em casa quando ela tinha 2 meses, isso em 2012, e desde então ela passou a ser a princesinha da casa, a neném da mamãe.

Minha família ficou encantada por ela, e eu sempre a tratei como uma bebê! Ariel tem suas manias e uma delas é que ela só dorme se o papai arrumar a caminha dela do jeito que ela gosta rs. Todos os dias na hora de dormir a gente põe ela na cama e faz um chamego nela, depois disso ela pula pra cama dela e lá dorme a noite inteira e ronca bastante rs.

Nos três primeiros meses de gestação eu tive muitos enjoos e pelo menos 3 vezes por dia eu corria para o banheiro e colocava tudo pra fora. Foi aí que a Ariel viu que alguma coisa estava acontecendo. Ela sempre ia atrás de mim, e logo em seguida ia “avisar” meu marido que eu estava passando mal. Nesta época ela era muito carinhosa comigo, mas depois que fiquei bem, ela se aproximou mais do meu marido. O cachorro realmente escolhe seu dono, e ela me escolheu. Mas acabou se afastando um pouco. Procurei saber o que eu poderia fazer para que ela não se sentisse enciumada com a chegada do Lorenzo, li muitos artigos na internet, e segui quase todos à risca.

Logo que fizemos o enxoval do Lorenzo, eu peguei alguns lencinhos de boca, lavei com o sabão que iria lavar as ropinhas dele e dei pra ela ir se acostumando com o cheiro. Passei a lavar os panos dela com este sabão também, assim o cheiro dele ficaria mais vivo na mente dela. Todos os dias eu deixava ela entrar no quarto dele, cheirar as roupinhas e ela até pedia para ir pro berço dele rs. E foram muitas as vezes em que a coloquei em cima da minha barriga quando o Lorenzo começava a se mexer.

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Lorenzo nasceu e assim que chegamos em casa deixamos ela ir até ele, ela cheirava, ficava confusa mas foi muito legal. Passou a ser a irmãzinha mais velha, aquela que cuida, que dá amor e carinho. Todas as vezes que o Lorenzo chorava ela vinha nos avisar, e se demorassemos um pouco, ela ficava olhando com cara de: você não vai logo? rs

Mas infelizmente essa alegria durou pouco. Mais ou menos uns 4 meses depois, a Ariel começou a apresentar umas feridas na pele, vomitos e ficava arisca. Tratamos com pomada e remédios homeopáticos, mas não estava adiantando. Nós achavamos que ela havia se machucado em algum lugar, mas depois de várias idas ao veterinário, descobrimos que ela estava se automutilando. E sabe porque? Stress! Muita novidade, muito choro de bebê e por mais que eu tentasse não conseguia dar a mesma atenção de antes. Como eu disse, todas as noites tirávamos um tempinho pra ela quando o Lorenzo já estava dormindo. Mas ainda assim, não era com isso que ela estava acostumada. Outra coisa que a incomoda muito é o choro do Lorenzo. Quando isso acontece, ela corre atrás do rabo e morde. É preciso intervir, se não ela não para. Como os exames não acusaram nenhuma doença, fizemos um tratamento para stress e por um período ela ficou na casa da minha mãe. Lá ela tem carinho só pra ela e é mimada do jeitinho que ela gosta. Quando o tratamento acabou (durou um mês +ou -) ela voltou pra casa curada! Ainda hoje ela corre atras do rabo quando o Lorenzo chora, mas é só dar uma bronca nela que ela para na hora. O relacionamento dos dois agora que está se estreitando, até então, um nem ligava para o outro rs.

Tô escrevendo esse post e morrendo de saudades dela, ela ficou na minha mãe até mudarmos para nossa casa, e em janeiro estará aqui conosco, para completar a familia.

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Sigo com a mesma filosofia da Luisa Mell: Não abandone seu peludo quando seu bebê chegar!

É triste, mas a realidade é dura de se ver. Infelizmente muitas famílias abandonam seus cães quando o bebê “gente” está para chegar, alguns por falta de conhecimento e outros por falta de sentimentos mesmo. Estudos comprovam que bebês que crescem junto com animais de estimação são mais resistentes a alguma doença. Sem contar o amor e o carinho que eles tem para dar, que são os mais sinceros!

Ame seu peludo, asim como você ama seu filho!

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