•  20 mar 2016  •

Grávida não sente movimento do bebê e evita tragédia

Uma das possibilidades mais emocionantes da gravidez é a de sentir o movimento do bebê  dentro de você. Mas o que acontece quando na reta final, com 41 semanas de gestação, o bebê simplesmente para de se movimentar?

Foi o que aconteceu com Emma Crosby, 38 anos, apresentadora de um telejornal britânico. Além do instinto materno, o que salvou a vida da filha dela foi a orientação que obteve em uma instituição chamada Kicks Count (“contagem de chutes”, em uma tradução livre).

Apesar de ter vivido uma gestação sem complicações, com tudo dentro do esperado, quando Emma estava perto de completar 41 semanas, ela notou algo estranho. “Resolvi tomar um banho para relaxar e senti o bebê mexer enquanto eu estava embaixo d’água, mas, por volta de 1 hora da manhã, eu ainda estava acordada. Reparei que fazia um tempo que ela não se mexia e comecei a me preocupar. Eu não conseguia afastar a sensação de que nem tudo estava bem”, contou, em entrevista ao tablóide britâncoDailyMail.

A Kicks Count tem como objetivo ensinar mulheres sobre as alterações nos movimentos dos bebês, que podem até indicar algum sofrimento. Lá, as gestantes são instruídas a ligar imediatamente para a maternidade se acharem que os movimentos do bebê diminuíram ou pararam completamente. “Apesar de ser no meio da noite, com esse conselho na minha cabeça, peguei o telefone e liguei para o hospital”, relembrou. A equipe médica orientou Emma a se deitar de lado, virada para a esquerda, já que nesta posição os movimentos do bebê são mais fáceis de serem identificados. Depois de duas horas, ela ainda não tinha sentido nada. A instrução, então, foi correr para o hospital.

“Fui levada à uma sala de avaliação e, quando encontraram os batimentos cardíacos do bebê, toda a sala deu um suspiro de alívio”, contou. Logo depois, o alívio foi transformado em pânico, quando os sinais caíram do nada. A bolsa de Emmy estourou e a água estava muito escura. Ela, então, foi transferida para uma sala de parto e uma cesariana foi necessária. “Meu plano era ter um parto normal, mas, na hora, nem me preocupei. Eu só queria meu bebê bem”, ela contou.

Logo que a bebê nasceu, ela chorou. Mas Emma disse: “O choro de Mary estava estranho, eu sabia que tinha alguma coisa errada”. A pequena Mary tinha inalado mecônio – as primeiras fezes do bebê, produzidas ainda no útero. A substância viscosa e escura pode passar para o líquido amniótico e bloquear as vias aéreas respiratórias. A criança precisava de oxigênio para respirar melhor e de antibióticos para prevenir infecções. Enquanto Emma se recuperava da cirurgia, a pequena foi levada para UTI.

movimento do bebê

 

No mesmo dia, a recém-nascida recebeu alta da UTI. Mãe e filha ficaram no hospital por mais alguns dias e logo foram para casa. “Tremo só de pensar no que poderia ter acontecido naquela noite se eu tivesse ignorado meus instintos e voltado a dormir”, Emma confessou. Mary agora é um bebê saudável de três meses.

Por ano, no Reino Unido, cerca de 6.500 bebês morrem depois do parto ou são natimortos – quando morrem ainda no útero ou durante o trabalho de parto.

Fonte: Revista Crescer

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